E me disseram que não era assim, que este era o caminho errado e tudo mais, que eu não teria nem chance e que seria uma vida de sofrer e chorar.
Ficou no disseram.
First of all...
Have a job, fun and parties, make friends, sex and money, enjoy your family, your work and your life, get a hobby, a love and new objetives everyday, be, feel and live.
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quinta-feira, setembro 8
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Aqueles que eu escrevi e não quero ler de novo;
sexta-feira, dezembro 3
The grownup
Is it time already? Do you really have to go?
Acho que chega um momento na vida de todo mundo em que nós somos forçados a parar um pouco tudo o que fazemos e nos observarmos com mais atenção... É hora de se olhar no espelho e perceber que não há mais espaço na sua vida para toda aquela falta de responsabilidade e que já é tempo de tomar decisões que vão mudar o resto de seu percurso, muitas vezes para sempre. É aquele momento em que você só tem mesmo que avançar e se enfiar de vez num mundo novo e injusto que vai ser seu lar por muitos e muitos anos.
É desse mundo injusto que eu tenho medo. Não quero existir assim, na amargura da desconfiança e na áspera rotina de sobreviver a mais um duelo nessa guerra diária. Eu gosto disso que hoje eu chamo de VIDA! Eu não me sinto certo ainda para tanta informação, tantos macetes que eu tenho que saber manusear... E mais, não estou pronto para andar junto do relógio. Não que eu queira viver no atraso, mas meu PPL é assim, uma maravilha para mim! Funciona, me faz expor meu máximo, ou fazia? Vai ver é isso, meu desenvolver nessa fase de existência atingiu o limite e se eu não trocar de marcha, o carro morre... E se for para morrer na estrada, melhor que seja perto de qualquer sinal de vida. Ou de civilização.
OK até agora, vamos ver até onde nós seguimos ilesos. Vou pensar no que eu faço com todo esse dilema bobo de adolescência e decidir o próximo passo adentro dessa aventura que é eu estar amadurecendo sem cair da árvore... É hora de me deixar à mercê das descobertas de Newton e plantar minhas próprias sementes, mesmo que não seja longe da raiz. Já chega de me espelhar nos adultos á minha volta, é minha vez de ser exemplo. E deixar minha criança ser, enfim, só interior.
. I'm gonna miss you, young boy
Acho que chega um momento na vida de todo mundo em que nós somos forçados a parar um pouco tudo o que fazemos e nos observarmos com mais atenção... É hora de se olhar no espelho e perceber que não há mais espaço na sua vida para toda aquela falta de responsabilidade e que já é tempo de tomar decisões que vão mudar o resto de seu percurso, muitas vezes para sempre. É aquele momento em que você só tem mesmo que avançar e se enfiar de vez num mundo novo e injusto que vai ser seu lar por muitos e muitos anos.
É desse mundo injusto que eu tenho medo. Não quero existir assim, na amargura da desconfiança e na áspera rotina de sobreviver a mais um duelo nessa guerra diária. Eu gosto disso que hoje eu chamo de VIDA! Eu não me sinto certo ainda para tanta informação, tantos macetes que eu tenho que saber manusear... E mais, não estou pronto para andar junto do relógio. Não que eu queira viver no atraso, mas meu PPL é assim, uma maravilha para mim! Funciona, me faz expor meu máximo, ou fazia? Vai ver é isso, meu desenvolver nessa fase de existência atingiu o limite e se eu não trocar de marcha, o carro morre... E se for para morrer na estrada, melhor que seja perto de qualquer sinal de vida. Ou de civilização.
OK até agora, vamos ver até onde nós seguimos ilesos. Vou pensar no que eu faço com todo esse dilema bobo de adolescência e decidir o próximo passo adentro dessa aventura que é eu estar amadurecendo sem cair da árvore... É hora de me deixar à mercê das descobertas de Newton e plantar minhas próprias sementes, mesmo que não seja longe da raiz. Já chega de me espelhar nos adultos á minha volta, é minha vez de ser exemplo. E deixar minha criança ser, enfim, só interior.
. I'm gonna miss you, young boy
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sexta-feira, novembro 5
Édipo, Chapeuzinho e o caralho a quatro.
Ultimamente eu ando devendo um texto, né?
Com essa história de provas, trabalho, viagem (um descanso na praia, com chuva) e vida social para manter, a convivência virtual vai se dissipando um pouco.
Mas hoje eu voltei! Ou não.
Os gregos é que sabiam...
Breves introduções para longas reflexões:
Ultrapassei o sinal vermelho, corri pro abraço tão cedo... Esqueci de pôr o cinto, não vi nenhum guarda e corri. Ah, pobre eu. Um pobre coitado, esquecido de suas limitações e ungido de angústia pelo alcançar da felicidade. Essa sede toda que me leva para a sarjeta e não me larga -e nem eu quero que largue- já começou a me preocupar. Não sei se falei demais, acho que deixei escapar uma ou outra lasca de prepotência minha... mas já parei. Entendi bem o meu lugar e aceitei minha condição. Nem feliz, nem triste. Vou esperar atravessar um certo umbral para dizer. Ou para dizerem, quem sabe. E me questiono do motivo, que será que houve, velhinho?
Resumo de uma mente imersa em caos:
Não é estranho pensar que para os outros a imagem é diferente do que se guarda do lado de dentro, é até previsível, quase óbvio. E nessa casca de inseto, sem maçã, não se sabe se é o homem ou o monstro que habita, talvez o monstro, já que o curandeiro está aí, na atividade. Nem viu passar a manhã de frio. Quando se deu conta, era aquilo que era, já todo modificado e protegido. Nesse casulo em que lhe enfiaram, o Juan continua seguro, continua aquecido e pronto para o que der e vier. Ele fica escondido, deixando-se ver por frestas na carcaça e absorvendo o que puder daqui do mundo de fora.
Ah, pobre ele. Um pobre coitado, que não consegue esquecer suas limitações e provido da angústia do conviver constantemente com o escuro e tudo o que ele traz nas costas; Deixa-se prender para ver o outro feliz, e em seu altruísmo esquece o que é essencial para si. Esquece que o alimentar-se vem antes do alimentar e que guiar alguém em seu caminho não pode tomar toda sua estrada. E, pior, não lembra que é essa personagem criada e que seu dono, sua Mary Shelley, encontra-se recluso, esperando a oportunidade de poder viver ele mesmo o que o monstro chama de vida. Pobre criador. Fala na terceira pessoa para esquecer que ele é eu¹.
E é por isso que há a dor, por causa das brechas, por causa desses momentos em que é preciso respirar um pouco e ser o que não interessa a ninguém que se seja, é por esse motivo que chega a melancolia e toda essa enxurrada de tudo o que se guarda, é para que a convivência torne-se, enfim, aceitável e, mais ainda!, possível. E é por isso que eu choro... Porque todo mundo um dia tem que ser triste. Benditos tenham sido os gregos, mais uma vez. Eu prefiro o possível difícil de aguentar do que o impossível bom de sonhar. Essa dose de realidade aviva, me mantém acordado para o mundo e não permite cochilos. Só quando à beira do excesso.
E viva a Grécia, a verdade sobre as histórias e canções infantis e toda essa caralhada de responsabilidades que só a boa e velha vida real pode trazer.
¹Opheliac, Emmilie Autumn.
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quinta-feira, setembro 9
A farsa - não leia na ordem.
Trecho 1
...de quando eu me transformei nessa personagem criada somente para satisfazer suas vontades, de o quanto eu vou demorar para voltar a ser o que eu era antes e, o pior!, o quanto eu não quero deixar de ser essa coisa que você moldou por cima do meu eu, que eu sempre achei ser o verdadeiro. Você quebrou minhas correntes para me colocar numa coleira, me prendeu perto de você e agora quer me empurrar para fora de casa, para longe da família, como se eu nada mais devesse a ninguém. Mas eu devo. E eu quero pagar, com todo o sangue, suor e esforço que eu puder, quero pagar esta minha dívida.E depois de pagar, a liberdade. A alforria que hoje eu mereço. Mas que eu não sei se quero.
Trecho 2
EU NÃO TENHO ORGULHO PORRA NENHUMA! DE NADA! DE NENHUM PEDAÇO DE VOCÊ QUE TEM EM MIM! Eu tenho nojo, vontade de extirpar o seu tumor de mim, de arrancar cada partícula remanescente sua e queimar, ver a fumaça subir e nunca mais sentir seu cheiro.
Trecho 3
Sai de perto de mim, vontade de ficar, não me tenta! Não testa minha coragem, não sei se suporto. Não chega perto! NÃO CHEGA PERTO! Eu quero sair, deixar tudo isso para trás, esquecer tudo de ruim que me acontece.
Trecho 4
Eu queria toda essa determinação que os outros tiveram para conseguir realizar ao menos um ato que me levasse a um bom final.
Trecho 5
Chora, chora que parece que passa. Esconde, esconde a verdade que parece que convence. Engole, engole tudo que parece que desce. Finge, finge que é feliz que parece que acredita.
Trecho 6
Ah, sim... os bons momentos. Vou me lembrar deles, mas não vão ser eles que eu vou contar para o resto de mundo. Que seus crimes lhe garantam o apodrecimento e isolamento. Solidão no final da vida. E que chegue breve o seu descanso. Ou castigo.
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Aqueles que eu escrevi e não quero ler de novo;
domingo, agosto 22
Focus, baby. Focus!
There must not be creation rights, I say:
I do care.Specially because after these months spent apart from you, I can still feel every single feeling you wanna make me feel when you do it and don't even notice. And I thought I wouldn't miss you at all, wouldn't say I was sorry for not talking to you all those nights and not calling you all the mornings I could. But I am.
I am sorry.
And so sorry I can't think of deserving your forgiveness. Would you? I bet you'll probably say "that's alright", hug me as you always did and tell me I'm stupid for saying such a thing, but I do care, I do care about you and what you've been doing and what you want to do from now on, how can I help you get there? Because I need to, needn't I?
There must be a way to make you get there as fast as you have to do it... I can find it, if you want, just ask me to. I don't think you'll be reading exactly what I'm typing right now, but I do know you'll know what's this about. You'll smile as you usually do when you realize there's something hidden and you are able to find it.
We'll hold hands again and keep falling. Together from now on.
tatá, I missed you. :)
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Pípôu ai láiqui (L0
terça-feira, agosto 3
Desabafo.
Cansei.
Cansei mesmo, sabia?
Dessa mania de querer controlar, de impor a sua vontade, desse seu ar de superior, essa cara de quem pode fazer o que quiser quando quiser e depois desfazer sem dar satisfação nenhuma.
Essa maldita hierarquia inventada por você por trás da qual você se esconde e acha que se protege, cansei dela também. E não aguento mais todo esse bafafá em torno de tudo o que você decide por mim, eu já engoli sapo demais e não quero mais saber de nenhuma lei ridícula que você fez e quer colocar em vigor.
Eu vou fazer você notar o quanto você precisa dos outros e o quanto você devia valorizar quem tanto luta do seu lado e, pior, às vezes até por você. E luta sem querer lutar, pode ficar sabendo. Ahh, e chega de você apontar o dedo na minha cara e gritar o que você pensa poder gritar, chega de olhar nos seus olhos e ter que ver o desprezo e a falta de respeito que você esconde atrás de umas palavras vazias e empoladas.
Não sou eu quem vai te dar um bom castigo, mas não vai demorar para você ter o remédio que merece pra essa doença preconceituosa que você parece ter orgulho de portar. Não quero mais ouvir essas sílabas demagogas, falsas, que você cospe como se fossem de ouro, espalha para quem quer e envenena quem cai na desgraça de acreditar nelas.
E eu quero deixar muito bem claro todo esse sentimento ruim que não me deixar dormir a noite e me ocupa a mente o dia inteiro, vai ser assim por um bom tempo, até você receber tudo o que você fez de ruim de volta. Quero que caia sobre sua cabeça o peso de cada ação, palavra e pensamento que você ousou ter de má fé com os que te rodeiam e que cada conquista injusta que você teve se torne inválida.
Eu não quero que você morra, eu quero que você sofra.
Cansei mesmo, sabia?
Dessa mania de querer controlar, de impor a sua vontade, desse seu ar de superior, essa cara de quem pode fazer o que quiser quando quiser e depois desfazer sem dar satisfação nenhuma.
Essa maldita hierarquia inventada por você por trás da qual você se esconde e acha que se protege, cansei dela também. E não aguento mais todo esse bafafá em torno de tudo o que você decide por mim, eu já engoli sapo demais e não quero mais saber de nenhuma lei ridícula que você fez e quer colocar em vigor.
Eu vou fazer você notar o quanto você precisa dos outros e o quanto você devia valorizar quem tanto luta do seu lado e, pior, às vezes até por você. E luta sem querer lutar, pode ficar sabendo. Ahh, e chega de você apontar o dedo na minha cara e gritar o que você pensa poder gritar, chega de olhar nos seus olhos e ter que ver o desprezo e a falta de respeito que você esconde atrás de umas palavras vazias e empoladas.
Não sou eu quem vai te dar um bom castigo, mas não vai demorar para você ter o remédio que merece pra essa doença preconceituosa que você parece ter orgulho de portar. Não quero mais ouvir essas sílabas demagogas, falsas, que você cospe como se fossem de ouro, espalha para quem quer e envenena quem cai na desgraça de acreditar nelas.
E eu quero deixar muito bem claro todo esse sentimento ruim que não me deixar dormir a noite e me ocupa a mente o dia inteiro, vai ser assim por um bom tempo, até você receber tudo o que você fez de ruim de volta. Quero que caia sobre sua cabeça o peso de cada ação, palavra e pensamento que você ousou ter de má fé com os que te rodeiam e que cada conquista injusta que você teve se torne inválida.
Eu não quero que você morra, eu quero que você sofra.
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Aqueles que eu escrevi e não quero ler de novo;
segunda-feira, maio 3
37 segundos.
Pois é, me estranham esses paralelos que acontecem de vez em quando, é um nascer e morrer, um ter e perder, um gostar e desgostar que não acaba mais. Cada vez mais eu acredito naquilo que sempre acreditei. Cada vez mais faz sentido essa lei do equilíbrio que muda as nossas vidas, manda do jeito que quer e não respeita nenhum horário e nenhuma regra, faz mais sentido essa necessidade que ela tem de deixar tudo num patamar suportável, tudo numa coisa misturada, nem perfeita nem podre, para que todo mundo tenho um lugar ao sol, mas sinta frio nas costas.
E parece até coincidência que eu tenha citado esse período de tempo que nós vemos como tão insignificante, tão banal, e que, por isso mesmo, desprezamos. E não é a toa, está no nosso sangue, na nossa mente, a ordem imposta pela sociedade e por nós a nós mesmos e aos outros: "Corra!"... Só que esqueceram de implantar o "Aproveite a vista!", o "Curta o vento!" e até o "Não vá sozinho!"
Eu talvez vá ouvir que é inútil discutir esse tipo de coisa agora, que não há mais tempo nem razão em refletir sobre isso, mas é tão doloroso pensar que por estes mesmos motivos é que se cometem tantos crimes (e crimes hediondos, muitas vezes dolosos!) contra a convivência e a real vida humana que eu não me sinto no direito de deixar de lado e esquecer. Aliás, eu me sinto no dever de trazer isto à tona, jogar na frente das pessoas e dizer: "Vai, segura essa obrigação você também!"
Mas é que dói pensar que quando acontecer de novo, e eu sei bem com quem, eu também não vou estar preparado, nem imaginando que vá vir o que veio hoje -e nem quero imaginar, me abre um rombo no peito este pensamento- porque eu vou, eu TENHO que colocar num segundo plano. Eu PRECISO não pensar no assunto para simplesmente poder conviver comigo mesmo, sem pensar na responsabilidade que muita gente tinha e nem sabia e que, infelizmente, algumas pessoas não cumpriram fielmente ao planejado. Talvez nem eu. E é isso o que me machuca. Porque me cutuca como cutucou antes e vai cutucar sempre: "Será que foi o suficiente?".
Eu nunca vou saber e, novamente, nem quero imaginá-lo, eu simplesmente não aguentaria o peso de tal informação, não seria eu capaz de processá-la em conhecimento e manipulá-la como bem entendesse. Porque quando não cabe no peito, o que quer que seja tão grande ou tão espaçoso para tanto, não há o que se fazer, há que se aceitar e se aquietar. E não pensar. Só receber, alojar e deixar como está.
E eu não vou pedir desculpas, porque eu só quero lembrar daquilo pelo qual eu devia agradecer. Inclusive a lição e a noção da minha obrigação de viver, curtir e espalhar ao máximo os meus 37 segundos.
Aproveita ao máximo toda a picanha que o vô Zé vai fazer pra você.
Boa viagem. :')
E parece até coincidência que eu tenha citado esse período de tempo que nós vemos como tão insignificante, tão banal, e que, por isso mesmo, desprezamos. E não é a toa, está no nosso sangue, na nossa mente, a ordem imposta pela sociedade e por nós a nós mesmos e aos outros: "Corra!"... Só que esqueceram de implantar o "Aproveite a vista!", o "Curta o vento!" e até o "Não vá sozinho!"
Eu talvez vá ouvir que é inútil discutir esse tipo de coisa agora, que não há mais tempo nem razão em refletir sobre isso, mas é tão doloroso pensar que por estes mesmos motivos é que se cometem tantos crimes (e crimes hediondos, muitas vezes dolosos!) contra a convivência e a real vida humana que eu não me sinto no direito de deixar de lado e esquecer. Aliás, eu me sinto no dever de trazer isto à tona, jogar na frente das pessoas e dizer: "Vai, segura essa obrigação você também!"
Mas é que dói pensar que quando acontecer de novo, e eu sei bem com quem, eu também não vou estar preparado, nem imaginando que vá vir o que veio hoje -e nem quero imaginar, me abre um rombo no peito este pensamento- porque eu vou, eu TENHO que colocar num segundo plano. Eu PRECISO não pensar no assunto para simplesmente poder conviver comigo mesmo, sem pensar na responsabilidade que muita gente tinha e nem sabia e que, infelizmente, algumas pessoas não cumpriram fielmente ao planejado. Talvez nem eu. E é isso o que me machuca. Porque me cutuca como cutucou antes e vai cutucar sempre: "Será que foi o suficiente?".
Eu nunca vou saber e, novamente, nem quero imaginá-lo, eu simplesmente não aguentaria o peso de tal informação, não seria eu capaz de processá-la em conhecimento e manipulá-la como bem entendesse. Porque quando não cabe no peito, o que quer que seja tão grande ou tão espaçoso para tanto, não há o que se fazer, há que se aceitar e se aquietar. E não pensar. Só receber, alojar e deixar como está.
E eu não vou pedir desculpas, porque eu só quero lembrar daquilo pelo qual eu devia agradecer. Inclusive a lição e a noção da minha obrigação de viver, curtir e espalhar ao máximo os meus 37 segundos.
Aproveita ao máximo toda a picanha que o vô Zé vai fazer pra você.
Boa viagem. :')
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sábado, abril 10
E senão, que restará de ti, Juan?
- Poema do nadador
A água é falsa, a água é boa.
Nada, nadador!
A água é mansa, a água é doida,
aqui é fria, ali é morna,
a água e fêmea.
Nada, nadador!
A água sobe, a água desce,
a água é mansa, a água é doida.
Nada, nadador!
A água te lambe, a água te abraça
a água te leva, a água te mata.
Nada, nadador!
Senão, que restara de ti, nadador?
Nada, nadador.
Jorge de Lima.
Who said it would be easy to be a lover?
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quarta-feira, março 31
You'd better listen.
O joelho ainda dói, o dedo ainda sem nenhum destaque no bronzeado e os estudos naqueeela bagunça. Os amigos longe, mas perto, e os familiares... putz, que isso?
Mas as coisas vão bem, a lei do equilíbrio é que anda tentando me derrubar... Depois de ter ganhado tanta coisa gratificante, parece que eu vou começando a perde umas outras tão necessárias quanto as primeiras. Ou não.
E eu continuo encontrando refúgio nas piores, mas com certeza as mais rápidas saídas. Essas soluções usadas em caso de emergência, tipo apertar o botão vermelho, ou o azul. É assim mesmo que funciona? Ou eu to fazendo tudo errado, to medindo as coisas com uma fita desproporcional, bebendo o veneno e vendo fantasmas na TV?
Vou ver se conserto tudo isso enquanto faço uns curativos aqui e ali no lado de dentro também, vou precisar, pra não sangrar um monte e ficar seco que nem alguns que eu conheço. E muitos alguns, por sinal.
Aiai... E cadê você, inferno? ¬¬
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Enfim... fim?
Je suis très désolé.
Aconteceu, não sei de quem foi a culpa.
Se foi minha ou sua, também não importa...
Mas é passado, ou então, era presente, ou mesmo (e me dói dizer) não é mais futuro.
Essas palavras tem um peso e tanto, aliás... Saem choradas, sem vontade nenhuma e sem a mínima intenção de comunicar nada a ninguém. São só desabafo abafado, daqueles que você vai lá e faz, mas faz pro ar, faz pra ninguém entender, só pra colocar o que se pode chamar de sentimento num plano físico... E eu materializo essa sensação, esse incômodo dentro de mim porque uma vez eu ouvi dizer que uma vez que algo sentido passa a ser algo físico, concreto, que se pode ver, tocar, ver, ouvir, falar, misturar e/ou apagar, então essa alguma coisa, esse sei-lá-o-quê de dentro do peito muda... Assume uma forma que não é a sua original e, que por si só, retira sua essência.
Bonito... e medonho, né?
Mas é assim que tem que ser, certo? Você sente, expressa e aquilo passa. E não tem um nome, não pode ser taxado de raiva, de angústia, de tristeza... nem de alegria, amor, amizade. É só uma COISA dentro de você que muda o seu ser, o seu estar, e te transforma no que você está sendo naquele momento... ou, ás vezes, muda quem você é.
A COISA tira você da sua "paz" -porque paz também é a materialização do estado de espírito- e te joga num turbilhão de emoções, um turbilhão indescritível, singular e inerente a todo ser humano.
O prazer, a dor, o orgulho, a arrogância... cada um tem um, de um jeito que é só seu e que nunca ninguém vai poder dizer que tem igual. E mesmo que pudesse, como provaria?
Com unidades fonéticas combinadas em ordens codificáveis ao outro? Pois é...
É difícil escapar desse não-sei-o-quê que a gente chama de... sentir. Mas é muito mais difícil fugir da rotulação convencionada que existe e que limita o entendimento do que o indivíduo tem a dizer para o próximo. Limita, mas também possibilita.
É daqueles males necessários, como esse que você foi, ou está sendo ou vai deixar de ser.
E eu só lamento que a gente não esteja tendo exatamente um final justo, um desfecho digno de aplausos ou vaias... Está sendo mais como um daqueles teatros contemporâneos que não se sabe quando começou, como continuou e nem porque acabou. Ou como. Ou onde.
Eu só lamento.
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