First of all...
Have a job, fun and parties, make friends, sex and money, enjoy your family, your work and your life, get a hobby, a love and new objetives everyday, be, feel and live.









domingo, março 9

Poeminha inspirado em vídeo da internet, vale?

"On my way"

Some people ask me where I wanna get,
What my objective is with all this fussing
"You never stop at any one place,
When will you find some peace of mind
And stay right where you are?
Find somewhere you wanna be and just...
Stay!"

They say I have to decide
Between staying here or staying there
But the point is exactly this...
Who said I ever wanted to *stay*?
That's NOT what I seek.

I've always just loved to be...
On my way. :)


Link pro vídeo amor: http://www.mobiledia.com/news/187933.html

quinta-feira, dezembro 26

O furacão, o arco-íris e camadas.

"After a hurricane, comes a rainbow" - PERRY, Katy.

     24 horas antes do nosso vôo partir nós já estávamos super animados, fizemos o check in online, comemoramos atééé não poder mais porque nós estávamos indo para Londres, já tínhamos planejado toda a viagem (-sqn) e tudo parecia que ia ficar bem. Prestem atenção: *parecia*.
"Então vocês querem vir pra Londres no Natal?
MWAHAHAHAHAHA..."
     Logo depois de fazer o check in online, nós descobrimos que nosso vôo sairia do Brasil com 9 horas de atraso, o balde de água fria só piorou quando a gente descobriu que, por ser Natal a data em que a gente ia chegar aqui, não haveria NENHUM transporte público disponível na cidade. Primeiro, veio a raiva, "Que diabos de cidade não tem transporta público no Natal? Nenhum ônibus, nenhum trem, nenhum metrô funciona, só porque é Natal!?"; depois, a frustração, "Que porra a gente tava pensando quando inventou essa viagem? Que cagada, meu..." e, por fim, depois de horas deitado em posição fetal, a aceitação, "Foda-se essa merda, Londres que se prepare pra gente". A gente correu atrás de alguma forma de chegar até o albergue, tinha alguns fretados, taxis caríssimos, tinha a opção de andar por 4 horas a pé, tava valendo tudo para chegar aqui e encontrar algum lugar quentinho e confortável para chorar nossa desgraça no melhor estilo londrino de lamentação. Só que acontece que tudo foi melhor do que a gente esperava. :)
WE SURVIVED ANOTHER YEAR,
BRING US ANOTHER BEER!
     Chegando no aeroporto, a segurança da fronteira não se demorou muito para deixar a gente passar, umas perguntinhas de praxe, uma ou outra piadinha e cá estávamos nós, do lado legal! Saindo da área de desembarque, o taxista já estava lá, esperando, com uma plaquinha na mão com o nome do Will, uma preocupação a menos, o taxista realmente tinha vindo (yaaaaaay). Do aeroporto para o albergue (uns 45 minutos de papo com o taxista) foi tudo tranquilo, nenhuma surpresa, mas, quando a gente se apresentou na recepção, lá estava ele... Karma desgraçado, ele não podia faltar! O cara da recepção disse que nossa reserva estava feita, mas que o "reservacionista" não tinha escolhido nenhum quarto para a gente, então ele não conseguia achar vagas para colocar a gente em nenhum lugar porque tudo já estava ocupado!! A solução, o arco-íris: Colocar a gente num quarto privado, com banheiro, chuveiro e cama de casal. Malas no quarto, um banho -bem- quente, algumas risadas e bora pro bar! E com uma, duas, três ou, talvez, quatro pints, não há noite que não melhore!
     Daí acordamos hoje e colocamos a segunda pele, a camiseta, a blusa, a jaqueta, o cachecol e -JESUS, QUANTA ROUPA... To me sentindo com mais camadas que o Shrek. Mas tá bom, né... BORA PRAS COMPRAS DE BOXING DAY! 
E como hoje eu estou louca das citações famosas e sábias,
lá vai mais uma: "Camadas... Brasileiros tem camadas!"

domingo, março 24

Ohayougozaimasu!

Placa estranha que mostra
que tem um escorrega de
emergência no prédio
Logo pela manhã do terceiro dia, eu pude me lembrar do quanto a genética é importante para as características que nós dividimos com os nossos irmãos e, também, o porquê do apelido da Ágatha ser "Agatchonga": O Rafa entrou no meu quarto pedindo um cortador de unha para o Minoru e disse que quem precisava era o Rudiger. Eu perguntei o porquê porque aquilo parecia meio nojento, dividir cortador de unha, o Rafa explicou que o espertão do irmão da Yuka tinha trancado a mala dele com as duas chaves dentro dela e que, por isso, estava tentando rasgar a mala na lateral para pegar a chave e destrancar a bendita e, se não fosse pela minha insistência, ele teria mesmo rasgado a mala que custa caro ao invés de pedir para alguém quebrar o cadeado!! É, tá no sangue, viu... HAHAHAHAHA

Brincadeiras a parte, o café da manhã estava maravilhoso como sempre e dessa vez eu até comi morangos e arroz para dar uma incrementada na comida! Minowa Sensei está cada vez mais engraçado, aprendendo a falar "muito bastante" português e sabendo várias "palavrainhas", chamando todo mundo pelo nome e fazendo mais caretas que nunca! O Felipe, piadista de sempre, parece que dormiu com o Bozo e acordou gozadinho, tirando sarro do Yoohey Sensei todos os dias em todas as oportunidades que pode! Já o Yuji, está mais calminho, fazendo piadas mais na dele, sem encher o saco de ninguém além da Mari... O pessoal de Taiwan tem se soltado cada vez mais e as farras estão começando a ficar muito boas! Eu dou muita risada com esse pessoal, principalmente os encapetados dos pequenininhos, que não param quietos um segundo e vivem levando bronca da coordenadora carrasca deles!

Galerinha encapetada de Taiwan!
Logo depois da comida, fomos todos para o local do campeonato de novo, dessa vez tivemos que ver todos os grupos tocarem para o Osawa Sensei, o supremo coordenador e chefão de todo o evento, aprovar e dar seus últimos avisos e conselhos aos grupos antes de eles entrarem em palco de verdade. Foi bem tedioso porque assistir 49 grupos sendo corrigidos é bem repetitivo e cansativo, mas o cochilo foi legal e a diversão quando eu não estava dormindo também foi muito válida! A galera do Japão arrasa no taiko e eu fiquei muito impressionado com a idade dos tocadores e a destreza com que eles tocam! Aqui no Japão também tem uma coisa muito legal que é o respeito pela cultura e pelos outros, todo mundo faz de tudo para que você se sinta o melhor possível e o respeito pelos outros é algo visível e admirável, parabéns a esses orientais estupendamente polidos e solícitos, eles estão fazendo da nossa viagem um sonho!

Apresentação especial do pessoal que venceu
o campeonato do ano passado.
Durante o tempo em que nós *Ohayougozaimasu* estávamos no local do campeonato, foi engraçado notar *Ohayougozaimasu* uma coisa! Todo mundo aqui se cumprimenta várias vezes e cumprimenta todo mundo *Ohayougozaimasu*, não tem ninguém que deixa de te se curvar um pouco, dar bom dia ou *Ohayougozaimasu* fazer algum aceno indicando que te viu e que está te desejando alguma coisa boa. E também, conforme *Ohayougozaimasu* entramos no local e fomos nos encontrando com mais grupos, os cumprimentos *Ohayougozaimasu* aumentaram de número e as pessoas começaram a *ayougozaimasu* encurtar a palavra para uma coisa mais prática e simples *ougozaimasu*, acho que para ser mais rápido de dizer e para gastar menos saliva, sei lá! Mas a parte curiosa é que eu acabei aderindo à causa *aimasu* e me peguei falando várias vezes um *masu* ao invés da palavra toda e acho que, em pouco tempo, todo mundo no Japão vai acabar se cumprimentar com um "ssss..." ao invés de produzir algum som que faça sentido!

Azamiga do Japão e de Taiwan! 
Nosso jantar depois do treino de todos os grupos foi interessante, nós conhecemos os vencedores do campeonato do ano passado e eles também são super gente fina, tocam muito bem e fizeram uma apresentação durante o jantar muito legal de uma música tradicional japonesa logo depois de todo mundo estar completamente empanturrado! A segunda apresentação foi de Taiwan, também muito boa e animada, com uma musiquinha bem divertida e que as crianças amaram cantar, mas a melhor, a melhor e mais engraçada, divertida e interativa, foi a nossa "Mas que nada", do Sergio Mendes, com direito a Vitória e Raissa sambando ao som de um pandeiro e das nossas vozes! Com direito a convite para todo mundo dançar junto, claaaro! Só que a coordenadora carrasca de Taiwan é muito competitiva, ela pediu pros pupilos fazerem uma apresentação estilo Cirque du Soleil que não deu muito certo e pareceu mesmo que era só para tentar superar a popularidade da nossa... desagradável, hein, tia?

As noites tem sido muito melhores agora que eu descobri o banho de banheira maravilhoso que o banheiro do hotel pode dar! Eu nem preciso usar meu sabonete de glicerina, aliás, porque o sabonete daqui é muit obom e não faz nada de mal nas minhas perebas  coceiras! E a cama, o aquecedor do quarto e esses travesseiros lindos tem feito o sono uma coisa bem fácil de vir e confortável de ter, de verdade!

Aliás, tá na minha hora de ir deitar, que amanhã tem viagem para oooutra cidade e eu posto aqui como foi o dia do campeonato com fotos (se o Felipe me passar logo as que eu tirei na câmera dele) e comentários divertidos e fascinados! Até mais, galera! Oyasuminasai! :)
Todo mundo junto para uma foto com os
três grupos campeões do ano passado!

O dobro de novidades para o dobro de dias



No segundo dia, o combinado era acordar por volta das 7:15 porque o café era às 8, mas o nosso querido líder Rafa fez questão de ligar para o nosso quarto às 7. Quinze minutos, QUINZE MINUTOS, a menos de sono precioso que me custaram muito caro mais tarde! Acho que o pessoal tá ficando meio paranoico demais com essa história de horários e tudo mais, mesmo sendo em prol da pontualidade, a coisa tá fugindo do controle um pouco...


Bom, vamos falar de coisa boa, vamos falar da nova Tekpix só que não: A comida do hotel é ótima! O café da manhã é reforçadíssimo, tem desde bacon defumado e ovos cozidos até iogurte e várias frutas, mas eu já aprendi na marra que não é legal misturar todas as coisas que eu nunca comi na vida... aliás, a pressa para experimentar de tudo um pouco não deixa nem tempo para tirar foto do prato que eu faço de manhã! Prometo que tiro uma assim que lembrar e mando a tentação para vocês verem!

Agah e eu, na frente de uma casinha X
Depois do café, rolou um passeio pelo que se chama aqui de "Caminho do Samurai", que é uma área conservada habitada, mas que virou um museu a céu aberto onde tudo está como era na Era Edo, a época em que a katana era a lei. O passeio é bonito, as casas são lindas e nós tiramos muitas fotos, as primeiras da paisagem do Japão! No meio passeio, tinha uma lojinha e até deu para fazer umas comprinhas, a desvantagem é que a gente tem um tempo super limitado para comprar qualquer coisa e, cada vez que esse tempo é ultrapassado, nós perdemos algum passeio ou temos menos tempo para fazer alguma outra coisa. Nem precisa dizer que a gente aprendeu a chegar na hora na marra também, né? Tem um grupo acompanhando a gente que veio de Taiwan e a pontualidade deles acabou até piorando a imagem da nossa! Logo depois de atrasarmos na primeira lojinha, nós perdemos 10 minutos de compras na segunda, que é conhecida pelo seu preço muito baixo, tudo lá custa hiyakuen (cem ienes) e eles oferecem desde docinhos e bebidas estranhas até lanternas, fluidos de isqueiro e canetas tinteiro.


Comidinha do restaurante chique
Depois de pouco tempo para tanta coisa, nós fomos almoçar em um restaurante chique próximo ao hotel, lá nós tivemos que tirar os sapatos e comer sentados em almofadas, a comida era bonita, muito cheirosa e deliciosa! Os taiwaneses começaram a se soltar e a conversa rolou bem durante a refeição, eu até ganhei alguns cartões dos baixinhos de voz anasalada e fiquei chateado por não ter feito alguns cartões para entregar também, mas acho que a Raissa tá aqui pra isso, né...

Fazendo pose no córrego do parque, ZUBER ZÉGZY!
Todos comidos, friozinho cortante para chegar até o ônibus, vambora para a próxima visita! O parque que nós visitamos, pelo que me disseram, é dono de uma das três paisagens mais bonitas do Japão (e, na minha opinião, é mesmo maravilhoso)! Tava um frio danado e, por causa do tempo curto, a visita foi meio rápida demais para aproveitar o lugar direito, então não deu para conhecer tudo por lá, uma pena... Pelo menos a diversão foi grande e as risadas foram garantidas!


Galera tocando no palco do teatro sede do campeonato
Do parque, nós seguimos para o local sede do campeonato deste ano, é um teatro enorme que tem várias vending machines com uma bebida mais diferente que a outra (tipo um achocolatado de soja que tem gosto de água suja, por exemplo). O pessoal treinou no palco, levou bronca por causa de erros que não deveriam estar acontecendo e todo mundo ficou emburrado até chegar de novo no hotel! Mas essa cara melhorou (ah, melhorou!) assim que nós pisamos no restaurante para a janta, lá tinha um buffet mega variado que estava só esperando nossas barriguinhas famintas! Em meio a macarrão, pizza, sorvete e bebidas à vontade, surge o treinador do grupo de Taiwan, dizendo palavras em Português, esperando para aprender novas mais. OK, vamos seguir meu pensamento agora... Um estrangeiro que não entende a minha língua está aprendendo palavras que ele, na realidade, não sabe o que são, o que é que eu ensino para ele?
Nossa janta, antes do Open de
sorvete, doces e bebidas


(A) Ensino a dizer seu nome
(B) Ensino a pedir informações
(C) Ensino a perguntar se está tudo bem
(D) Ensino a tirar sarro da cara de alguém


Precisa dizer qual alternativa é a correta? rs.
O cara que está cuidando da gente por aqui, o Felipe, é o responsável por manter todo mundo na linha e fazer com que a viagem seja a melhor possível para todos nós, só que ele já está ficando tão amiguinho da gente que já estava na hora de virar alvo de uma piada dessas, mas sabia ele o que o aguardava quando ele reclamou que nós éramos quietinhos demais!

**Felipe Viado**
Bom, mando notícias do próximo dia assim que puder, pessoal! Aproveito para mandar um beijo grande para vocês que estão acompanhando nossa jornada de tão longe e peço que deixem aqui seus comentários para eu saber o que vocês estão achando dessa experiência maravilhosa que estamos tendo! E deixo também um abração bem apertado para o meu pai e a minha mãe, que devem estar loucos de preocupação e ansiedade, e para o meu namorado lindo, que deve estar todo carente sem o negénho dele para reclamar das suas chatices! To com saudades, galera, não demoro para voltar! :)

sexta-feira, março 22

I'm BIG in Japan!

Galera no aeroporto, tirando MIL fotos antes de embarcar
Dia 19 começou estranho. Era bem difícil pensar e entender a ideia que tinha tanta coisa rotineira para fazer ao longo do dia sabendo que, no final dele, eu estaria entrando num avião e indo até o outro lado do mundo!
Depois de algum muito estresse na faculdade pela manhã, com mil coisas para serem deixadas prontas antes de viajar, muito estresse pela tarde para deixar o máximo de coisas arrumadas no trabalho e cabelos caindo enquanto eu tinha uma crise pela noite, quando tinha que terminar trabalho na última hora e mandar para a galera por e-mail, eu me juntei ao pessoal de corpo e alma, a gente foi até o aeroporto encontrar o grupo, todo mundo super animado para saber o que é que ia acontecer a seguir, depois de (longas) 28 horas sentados em poltronas e sendo servidos por moças sorridentes.

Bom, eu precisava ir, né? Teve farra, abraço, conselho de mãe, elogio de pai, abraço, mais abraço, mais abraço, fila e aí, antes de virar a esquina e desaparecer no saguão da segurança do aeroporto, ainda deu para ouvir um "Qualquer-coisa, negão!". É, depois de tanta espera, estava chegada a hora de entrar no avião e enfrentar quase onze horas de cotoveladas de um estranho, aperto no banco e pelos sendo puxados por causa do jeans, tudo isso sem conseguir falar com ninguém por perto e sem ter pique o suficiente para ver um filme inteiro (sério, tentei ver quatro filmes diferentes, não durei mais do que meia hora em nenhum deles), mas pelo menos eu dormi bastante...

Chegada no aeroporto de Heathrow/Londres,
todo mundo agitado e tremendo de frio!
Chegando em Londres (bom, quase lá), foi aquela expectativa explodindo em excitação, dava para ver nos rostos de todo mundo como aquilo estava sendo maravilhoso para todo mundo. Desci do avião observando as risadas um tanto nervosas dos azuizinhos à minha volta, encontrei um colega da faculdade na saída do voo por causa de uma coincidência inacreditável e atingi o espaço de espera na esperança de poder usar minhas horas vagas para esticar bem as pernas antes da próxima jornada. Pois é, estiquei  até demais! Correndo para lá e para cá atrás de uma pochete cheia de dinheiro que foi perdida, ficou difícil descansar para valer de todo aquele estresse do primeiro voo... A vantagem foi que eu tive a oportunidade de falar com vários britânicos solícitos e que não mediram esforços para ajudar a coitada da Elisa nessa questão (e mais cinquenta pontos para a casa de Heathrow pelos funcionários muito bem preparados e extremamente humanos!), deu para conversar (ainda que por curto tempo), esclarecer a situação (várias vezes) e me sentir sendo realmente útil em alguma coisa na viagem toda (o que, infelizmente, foi em vão porque a pochete não foi recuperada *#upset*). Tirando isso e as várias viagens que eu e a Elisa fizemos nos ônibus que circulam entre os terminais do gigantesco aeroporto, o pessoal mal teve a chance de sentir o impacto de uma viagem deste porte para um lugar tão longínquo, a única hora em que passamos o frio que nos esperava no Japão foi no caminho para os ônibus e, mesmo assim, esse frio foi logo substituído pelo calor lindo de quem trabalha nas lojas do aeroporto e atende todo mundo com uma conversa descontraída, um sorriso reluzente e uma simpatia de fazer inveja, é de esquentar os corações, de verdade!

Galera no ônibus que vai do Terminal 1 ao Terminal 3
(tirada antes de me proibirem de tirar fotos, claro)
Depois de compras feitas, muitos chocolates nas mochilas, muitas descobertas engraçadas sobre os lanches natureba da Pret a Manger, passeadas pelos corredores e novos livros adicionados à "To-read list", simbora para o próximo voo! De Londres para Narita, sem fotos. O segundo voo durou o mesmo que o primeiro, mas as horas voaram muito mais rápido sentado do lado da Agatchonga ganhando jogando Tetris, comendo muito e se divertindo com o que as interatividades que o avião tinha, foi realmente quase imperceptível passar tanto tempo com uma amiga com quem eu não conversava direito há meses (talvez anos). Chegar até o Japão foi bom, mas ninguém mais aguentava pensar em aviões e em se deslocar de um lugar para o outro em qualquer coisa que não fossem nossas próprias pernas. E aí, o que é que a gente ainda precisava fazer para tomar um bom banho e ir dormir direito, numa cama? Tchan tchan tchan tchaaaan... Sim, tomar outro voo e mais uma hora e meia de ônibus para ir até o hotel, isso tudo depois de parar para empanturrar a galera ,mas eu não vou reclamar de comida, claro

Chegando no hotel, o processo foi simples e rápido só que não: Organizar, pagar as estadias (deixar meus rins e fígado, na verdade), subir e aaaaah, relaxar! Quarto equipados e confortáveis, banheiros limpos e com tudo o que se precisa, chuveiro quente e ótimo para tirar qualquer preocupação da cabeça, privadas que dão descarga sozinhas (?), robe fofinho para dormir e, finalmente, uma boa noite de novo para enfrentar o primeiro dia no país do sol poente e dos baixinhos que falam estranho! VEM NI MIM, JAPÃO!

domingo, janeiro 20

O que é que você realmente quer?


As pessoas me perguntam a razão de eu estudar Letras e a resposta é quase sempre tão dolorosa de ser ouvida quanto é a reação que muitos tem a ela. "Eu gosto, é o que eu quero fazer da minha vida.", o que vem a seguir é geralmente um conjunto de opiniões que expressam o quanto muitas das pessoas do meu círculo social estão enganadas sobre a vida e sobre o que fazer com o tempo que a gente tem, mas tudo se resume bem em "Isso não dá dinheiro.".
A conformação de tanta gente com fazer algo que vai dar segurança e estabilidade a elas ao invés de felicidade me assusta. Não, não é isso, o correto é "me preocupa". Nós passamos a vida toda ouvindo de muita gente que o melhor caminho a ser tomado é o de fazer uma faculdade conceituada, encontrar um emprego estável e viver do dinheiro que esse emprego nos der, seja ele qual for. Mas por que é que eu tenho que seguir esse caminho? Por que é que eu não posso escolher fazer o que quero acima do que eu preciso? É porque "ninguém vive de amor.", né? Bom, vou dizer uma coisa que vai chocar bastante gente e que vai juntar uma legião de céticos no meu pé, mas essa coisa, eu espero, vai muito mais abrir os olhos do que virar as costas das pessoas a quem ela chegar. Você está pronto?
O grande X da questão, aquilo que todo mundo procura entender na vida, é que nosso tempo é mais precioso do que se imagina. O que você ganhou até hoje fazendo o que faz e o que você pode ganhar daqui para frente fazendo o que quer? A fórmula para a-felicidade-junto-da-sobrevivência não é escolher algo que dá dinheiro e tentar aprender a gostar disso, a chave para ser feliz, meus caros, é escolher tentar ganhar dinheiro com algo de que a gente gosta.
Quem não entendeu vai ler "tentar ganhar dinheiro", mas o que eu quero que todo mundo veja é outra parte. Você tem que "escolher tentar". A recompensa por pensar sobre isso é muito maior do que se espera... Sinceramente, dedique um tempo a essa reflexão.

"It's so important to consider this question: What do I desire?"


quarta-feira, janeiro 16

One of these days...

Facebook asked me "What's going on, Juan?". I stopped for a moment, thought, smiled and decided to answer it.

"Life's going on, Facebook, LIFE IS. 

So that's why I decided to use you as much as I can to make some money and fame and then dump you because you're not taking me anywhere farther than that.
I don't expect other people to do it too, but I do hope they will wake up some day and realize the waste of time you've been to their lives and mine.

Don't be sad, though... it's not you, it's me."